Futebol

Casados Contra Solteiros: uma pelada tradicional

Natal, Ano Novo e aquela saudade da pelada Casados Contra Solteiros, uma tradição que acontecia antes da virada do ano.

Estamos naquele período que o futebol some da programação dos canais esportivos e ficamos assim até a segunda quinzena de janeiro, quando iniciam os campeonatos estaduais. Lógico que teve a final da Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro vai começar mais cedo em 2026. Aliás, nessa época de festas natalinas eu sempre lembro daquelas partidas de fim de ano, que geralmente acontecem na praia, quando boa parte da família estava reunida para celebrar o Natal e Ano Novo. Estou falando sobre o famoso Casados Contra Solteiros, uma partida de futebol onde tem muita gritaria, cerveja e pouca bola.

O modus operandi desse jogo é sempre o mesmo e qualquer brasileiro sabe muito bem como ele funciona. Depois de algumas rodadas de cerveja e muita discussão sobre futebol, algum casado resolve desafiar os solteiros para uma partida de golzinho na praia. Nem preciso dizer que 99,9% dessas partidas acabam com a vitória esmagadora do time dos solteiros. É quase um Manchester City contra Fluminense, pois os casados não conseguem ver a cor da bola. É lógico que os casados só querem tocar a bola com efeito, simular faltas e até arrumar alguma confusão, bem ao estilo de um jogador marrento do futebol nacional. A diferença é que nessa pelada na areia o jogo termina e todos voltam a conversar sobre futebol, tomar cerveja e rir dos lances mais absurdos, que aconteceram nessa partida.

Lógico que o time derrotado, quase sempre os casados, já marcava a revanche para o Natal do próximo ano. Lembrando que os dois times sempre tinham reforços, já que uns casavam e outros surgiam no time dos solteiros.

Casados Contra Solteiros era diversão garantida

Não lembro a última vez que participei de um Casados Contra Solteiros, mas lembro muito bem de quase todos com quem eu já joguei, sendo que nessa época eu ainda era solteiro. Gostaria muito que o meu filho conhecesse essa tradição de fim de ano, mas em Brasília não tem praia. Ou seja, uma desculpa muito esfarrapada para não encarar os jovens numa partida de futebol. Mas, uma coisa é certa, deixaria meu golzinho, mesmo se perdesse a partida.

Feliz 2026!

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